terça-feira, 22 de novembro de 2011
Uma guerra de classes
Já há muito que ando para escrever, aqui, sobre a incapacidade dos economistas encontrarem uma solução para a crise: os países estão endividados e a receita -OBVIAMENTE FALSA! - É A CONTRACÇÃO DA ECONOMIA! Ora, com a contracção da economia não é possível, a qualquer país, gerar riqueza para pagar juros e a dívida que se vai acumulando,não se sabe até quando... Mas o que vão ouvir, nesta entrevista, apresenta uma perspectiva complementar desta incapacidade: a ganância dos senhores do dinheiro e o fracasso/colapso do sistema monetário internacional!
http://www.youtube.com/watch?v=tv4WyOQedj4&feature=player_embedded
Cordiais saudações!
.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Afinal, há solução para a crise!
Fácil! Ao alcance da mão! É só querer! Problema é que o Homem, na sua globalidade, não quer!
A solução não está em repetir os erros que levaram à crise – como, por exemplo, injectar mais dinheiro nos bancos europeus e americanos – mas numa nova atitude perante o mundo e a vida, perante os outros. Por parte da humanidade! Todos! A começar e a acabar nos mais poderosos, os mais ricos.
Perante o mundo: desenvolvimento com respeito integral pelo Ambiente. Perante a vida: todos têm direito a uma vida digna, com o mínimo indispensável à subsistência, mas também à educação, à habitação, aos cuidados de saúde. Perante os outros: distribuição da riqueza conforme o trabalho de cada um, todos com os mesmos direitos, todos com os mesmos deveres!
Eis um, entre tantos que se podem mencionar ou “inventar”, modo prático de atingir e de mudar de atitude: cada país produzir todo o seu sustento, empregar toda a mão-de-obra, exportar apenas os excedentes, importar apenas o que não possa produzir. Mesmo que isso seja mais caro. Mas o que parece ficar mais caro, não o será, se tivermos em conta todos os factores inerentes ao processo. Um exemplo português: importar arroz da China fica mais barato do que produzi-lo em Portugal. Certo! Até porque na China, por enquanto, o trabalhador ganha dez vezes menos que em Portugal. Mas não se tem em conta um outro factor altamente importante para o Ambiente: poupa-se imensa energia, a nível global, com menos emissões de CO2, se menos um barco zarpar da China e atracar em Portugal um mês depois! “Ver global” também é isto!
Ainda no respeito pelo outro, tendo todos direito a um emprego ou um trabalho tanto quanto possível de acordo com as aptidões de cada um, mas também no respeito pelo ambiente, há que atentar no não aumentar da população terrestre: aliás, quanto menos população, menos problemas de sustentabilidade a todos os níveis. E se parássemos nestes sete mil milhões para os quais já não há sustento, pois cerca de 4/5 passam fome? Então a solução está na distribuição de preservativos e na educação das populações e assistência médica para um planeamento familiar efectivo. Porque não se avança e se está á espera de... um milagre divino, quando é ao Homem que cabe resolver a situação? Esta uma pergunta feita a todos os economistas prémios Nobel ou não, a todos os políticos, a todos os chefes religiosos! Algum deles quererá/saberá responder?
(Tudo isto remete para textos já aqui publicados antes.)
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Ideias novas, têm ouvido algumas?
A crise acentua-se dia-a-dia devido às dívidas soberanas, não produzindo os países o suficiente para colmatar o que gastam em todos os sectores de actividade dos seus cidadãos: educação, saúde, alimentação, etc., tendo que endividar-se continuamente para fazerem face a essas despesas.
Todos conhecem a origem do endividamento, todos sabem como resolver o problema... Sabem? – Não! Ninguém sabe dizer mais do que já se diz há muito tempo, desde que há tratados de economia: aumento da produtividade, aumento da competitividade em ordem a aumentar as exportações, aumentando assim o emprego e, simultaneamente o PIB do país, gerando riqueza não só para colmatar as necessidades dos cidadãos, mas também para amortizar juros e dívida contraída. (E bancos fortes ou com elevada liquidez! Como se isso fosse possível, no mundo corrupto a que o próprio sistema conduz!) Ora – e voltamos a repetir ideias já noutros textos apresentadas – o PIB de um país não pode continuar a crescer ad infinitum, as economias não podem continuar a crescer sem fim à vista e o emprego não pode continuar a ser garantido. Com o actual sistema económico-financeiro, claro está! É que todos os países ou todos os povos – sobretudo os que ainda não chegaram às benesses da dita civilização ocidental – querem ter essas mesmas benesses que, neste momento, pertencem apenas a uma parte reduzida da humanidade: cerca de 1/5. E novamente, a pergunta: o que acontecerá aos recursos naturais quando todos tiverem – se é que algum dia terão! – as benesses da tal civilização a que nós temos a sorte de pertencer? (Sorte, por enquanto: o futuro é uma incógnita!) Para já, milhões continuam a morrer de fome e doença no mundo inteiro enquanto outros se abarrotam de alimentos e de cuidados médicos, prolongando a vida artificialmente. Mas isto vai durar pouco. O sistema está a entrar em colapso. E não é só na Grécia ou Portugal, mas em todos os países já desenvolvidos e que não param de se endividar para manter o status quo, com os USA à cabeça, ao possuírem a maior dívida a nível mundial, estando reféns da China e da tramóia que engendraram para que o mundo gire à sua volta, sobretudo o mundo energético do petróleo, pago em dólares... Mas isso é outra história a que nos referiremos ainda aqui.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Interrupção forçada de férias!
Perante os graves acontecimentos que se vão sucedendo pelo mundo, quer político – violência inaudita e sem sentido em Inglaterra – quer económico-financeiro, como o sistema bancário suíço, ao qual chamam “a maior lavandaria de dinheiro “sujo” do mundo, a tremer perante a exigência dos USA em conhecer as contas milionárias dos norte-americanos que ali depositam o dinheiro vindo dos seus negócios escuros de venda de armas, drogas, ouro e diamantes, matérias primas, fugindo ao fisco..., além do afundamento das bolsas mundiais por receios de uma recessão global das economias não emergentes e, obviamente, dos países europeus que ameaçam entrar em colapso devido às dívidas soberanas, tivemos de regressar, pelo menos com uma intervenção, das gostosas férias que ainda nos são permitidas a nós, os que de algum modo pertencemos à classe dos “ricos”...
Não há dúvida: cedo ou tarde os países ditos ricos deverão ou terão de aceitar uma humanidade muito diferente da actual baseada num sistema económico-financeiro sempre propiciando a corrupção e a ganância. E, para tal, estabeleceríamos cinco pilares (não os do Islão, está claro!) a que todas as pessoas têm direito:
1 – ao trabalho (aqui, ao mesmo tempo, o dever de trabalhar).
2 – ao alimento
3 – a uma casa ou abrigo
4 – aos cuidados de saúde (aqui, controlando o crescimento da população, para não exaurir os recursos escassos e limitados da Terra, bem como deixar lugar às outras espécies animais e vegetais)
5 – à educação
Os USA e a Europa, que impuseram ao mundo o actual corrupto sistema económico-financeiro, serão forçados a aceitar mudanças radicais. Se não, serão vítimas da violência por parte dos pobres deste mundo e dos ataques das economias emergentes, nomeadamente da China e da Índia que encherão o mundo com os seus produtos, a preços tão baixos que implodirão todas as empresas semelhantes europeias e norte-americanas. Portanto, se isto é certo, mais cedo ou mais tarde, é um erro continuar a salvar os sistemas financeiros que estiveram no início da actual crise em que o mundo rico está mergulhado e que não têm argumentos para o fazer sair dela.
Claro que o problema será como mudar, quem começará, quanto tempo de transição será necessário (Não mais bancos, não mais agências de rating, não mais offshores, não mais bolsas, não mais usura: dinheiro ganhando dinheiro não olhando a meios para alcançar tão ganancioso objectivo, aliás, filosoficamente e humanamente, estúpido...)
Este é o grande desafio colocado às Universidades de Economia do mundo inteiro. Estamos curiosíssimos em saber qual delas será a primeira a ter a coragem de dar o primeiro passo em ordem a apresentar soluções!
Não há dúvida: cedo ou tarde os países ditos ricos deverão ou terão de aceitar uma humanidade muito diferente da actual baseada num sistema económico-financeiro sempre propiciando a corrupção e a ganância. E, para tal, estabeleceríamos cinco pilares (não os do Islão, está claro!) a que todas as pessoas têm direito:
1 – ao trabalho (aqui, ao mesmo tempo, o dever de trabalhar).
2 – ao alimento
3 – a uma casa ou abrigo
4 – aos cuidados de saúde (aqui, controlando o crescimento da população, para não exaurir os recursos escassos e limitados da Terra, bem como deixar lugar às outras espécies animais e vegetais)
5 – à educação
Os USA e a Europa, que impuseram ao mundo o actual corrupto sistema económico-financeiro, serão forçados a aceitar mudanças radicais. Se não, serão vítimas da violência por parte dos pobres deste mundo e dos ataques das economias emergentes, nomeadamente da China e da Índia que encherão o mundo com os seus produtos, a preços tão baixos que implodirão todas as empresas semelhantes europeias e norte-americanas. Portanto, se isto é certo, mais cedo ou mais tarde, é um erro continuar a salvar os sistemas financeiros que estiveram no início da actual crise em que o mundo rico está mergulhado e que não têm argumentos para o fazer sair dela.
Claro que o problema será como mudar, quem começará, quanto tempo de transição será necessário (Não mais bancos, não mais agências de rating, não mais offshores, não mais bolsas, não mais usura: dinheiro ganhando dinheiro não olhando a meios para alcançar tão ganancioso objectivo, aliás, filosoficamente e humanamente, estúpido...)
Este é o grande desafio colocado às Universidades de Economia do mundo inteiro. Estamos curiosíssimos em saber qual delas será a primeira a ter a coragem de dar o primeiro passo em ordem a apresentar soluções!
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Férias na aldeia...
Este blog vai entrar de férias! Mas não, sem antes fazer-se eco do que circula, na Net, como se o mundo fosse reduzido a uma aldeia de 100 pessoas. Nessa aldeia, teríamos:
1 – 100 asiáticos, 21 europeus, 14 americanos, 8 africanos;
2 – 56 mulheres, 44 homens;
3 – 70 pessoas de cor, 30 caucasianos;
4 – 89 heterossexuais, 11 homossexuais;
5 – 6 seriam donos de 59% da riqueza e seriam todos dos Estados-Unidos;
6 – 80 viveriam na miséria, 70 não teriam recebido qualquer instrução escolar, 50 passariam fome, morreria 1 por cada 2 que nasceriam, 1 teria computador e 1 teria instrução superior.
Os dados poderão não estar totalmente exactos, em proporcionalidade, mas aproximar-se-ão muito da realidade. Dado mais credível, porque fundamentado, é o de que c. 5% da população mundial possui c. de 95% da riqueza produzida no mundo. Daí, aqueles 80/100 que viveriam na miséria!
Se esta for a Verdade dos números – e, infelizmente, não deve andar muito longe disso! – teremos toda a razão em pugnar, como o fazemos aqui, por uma nova ordem económico-financeira mundial que ponha cobro a tamanhas desigualdades e a tais desmandos em que navega a humanidade.
Somos privilegiados e pertencemos aos “ricos” que podem fazer férias! Mas não deixamos este lugar vazio de ideias novas. Remetemos, de novo, para os textos-base publicados em Julho/Agosto de 2010, a saber, Sustentabilidade (I-VII) e Modus operandi (I-VII). Ali, se contém o essencial de como “dar a volta” ao mundo financeiro, causador de todas as desgraças, de todas as crises, de todas as injustiças e propiciador de todos os crimes, crimes obviamente de corrupção ou com ela conectados.
Estas ideias vêm sintetizadas no cap. V do meu livro “Um Mundo Liderado por Mulheres”, Esfera do Caos, Editores, que, sem falsa modéstia, se aconselha como leitura de férias: é livro que não fala só de economia mas contém outras agradáveis surpresas...
1 – 100 asiáticos, 21 europeus, 14 americanos, 8 africanos;
2 – 56 mulheres, 44 homens;
3 – 70 pessoas de cor, 30 caucasianos;
4 – 89 heterossexuais, 11 homossexuais;
5 – 6 seriam donos de 59% da riqueza e seriam todos dos Estados-Unidos;
6 – 80 viveriam na miséria, 70 não teriam recebido qualquer instrução escolar, 50 passariam fome, morreria 1 por cada 2 que nasceriam, 1 teria computador e 1 teria instrução superior.
Os dados poderão não estar totalmente exactos, em proporcionalidade, mas aproximar-se-ão muito da realidade. Dado mais credível, porque fundamentado, é o de que c. 5% da população mundial possui c. de 95% da riqueza produzida no mundo. Daí, aqueles 80/100 que viveriam na miséria!
Se esta for a Verdade dos números – e, infelizmente, não deve andar muito longe disso! – teremos toda a razão em pugnar, como o fazemos aqui, por uma nova ordem económico-financeira mundial que ponha cobro a tamanhas desigualdades e a tais desmandos em que navega a humanidade.
Somos privilegiados e pertencemos aos “ricos” que podem fazer férias! Mas não deixamos este lugar vazio de ideias novas. Remetemos, de novo, para os textos-base publicados em Julho/Agosto de 2010, a saber, Sustentabilidade (I-VII) e Modus operandi (I-VII). Ali, se contém o essencial de como “dar a volta” ao mundo financeiro, causador de todas as desgraças, de todas as crises, de todas as injustiças e propiciador de todos os crimes, crimes obviamente de corrupção ou com ela conectados.
Estas ideias vêm sintetizadas no cap. V do meu livro “Um Mundo Liderado por Mulheres”, Esfera do Caos, Editores, que, sem falsa modéstia, se aconselha como leitura de férias: é livro que não fala só de economia mas contém outras agradáveis surpresas...
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Uma ideia de outro mundo! (Por enquanto!)
Para dar a volta a toda esta confusão em que o capitalismo selvagem actual mergulhou o mundo, o mundo dito primeiro, por oposição ao terceiro, vivendo exactamente o primeiro à custa do terceiro, obrigando este a morrer de fome e fazer guerras que não quer, mas a quem o primeiro tem de vender as armas que fabrica e que dá muitos milhões a ganhar aos senhores do capital – os sorridentes investidores! – gananciosos, está bem de ver, e querendo lá saber que aquelas armas vão ceifar a vida a outros seres humanos iguaizinhos a eles! – uma ideia civilizada, num capitalismo que não fosse selvagem, mas que se regesse por normas universais a que todos teriam de obedecer..., ideia, obviamente, também revolucionária – e isto sem qualquer conotação política, política que nada adianta para a resolução dos problemas das sociedades a nível global, criando uma sociedade mais equilibrada, com menos injustiças, sem guerras, sem milhões a quotidianamente morrerem de fome, sobretudo crianças, crianças cujas mães, por machismos reinantes ou ignorância e pobreza extremas, nem dinheiro têm para um preservativo! – uma ideia civilizada e brilhante seria transformar todas as empresas existentes em novas empresas, formando-se as que estão em processo de criação de igual modo, com um novo conceito ou paradigma: todos os participantes na empresa seriam sócios. Isso mesmo: sócios! Todos vestindo a camisola da produtividade, todos, primando pelo seu máximo desempenho, todos interessados em que a empresa não abrisse jamais falência, para que ninguém perdesse o seu emprego, todos com formação ou anterior ou posteriormente adquirida, sempre se actualizando para não perder “o comboio” da concorrência, nem da oportunidade, mandando-se às malvas os sindicatos, pois os conflitos laborais seriam varridos do vocabulário da economia social! Claro que a concorrência nunca poderia/deveria acabar, embora bem regulamentada, para não dar origem a subterfúgios selvagens e a corrupções incontroláveis, por informação privilegiada, obtida por métodos fraudulentos. Isto, em todos os domínios da actividade humana: da exploração das matérias primas, à exportação e serviços, à transformação, à investigação, exceptuando, obviamente, aquela que deveria ser imediatamente abolida e banida da face da Terra, por perversa e totalmente desnecessária: a do fabrico de armamento para a GUERRA! Todo o relacionamento humano deveria – já é tempo disso! já é tempo de não mais impérios de Alexandres, de Césares, de Turcos Otomanos, de Hitlers – deveria primar pelo diálogo e solidariedade social, recebendo cada um conforme as suas capacidades de desempenho e não por outros quaisquer motivos ou influências... Utópico?! – Talvez! Mas como fazer progredir o mundo e as sociedades se não houver utopias? Melhor: se não apostarmos nelas e apontarmos caminhos? Então, que haja políticos, que haja economistas, que haja Homens – aqui, sim, com letra bem maiúscula! – que tenham a coragem de pôr mãos à obra e tornar esta UTOPIA realidade, apresentando propostas concretas ao mundo!
domingo, 3 de julho de 2011
Onde nos levará a ganância?
A notícia aconteceu, na última semana: “Cerca de 70% das transacções em Bolsa – a nível mundial – são feitas inter-supercomputadores, sem qualquer intervenção humana”. A razão é simples: não há humano que seja capaz de competir em rapidez de decisão e execução com um super-computador. E a luta é saber qual deles chega primeiro à informação de tendência de subida ou descida deste ou daquele titulo. Depois, basta ganhar um cêntimo em cada transação, o que, multiplicado por milhões, dá muitos milhares de dólares ou euros de lucro. Por exemplo, uma transação de 40 milhões de acções, com um cêntimo de lucro, perfaz a “módica” quantia de 40 mil dólares ou euros.
É a ganância toal, a usura no seu auge: ganância dos investidores, ganância dos corretores. Mas, entre muitas, há quatro perguntas fundamentais que a Humanidade se deveria fazer: 1 – Para quê quer um investidor multiplicar por 10, 20, 1000 o seu capital? Não lhe bastarão uns largos milhares, para viver a vida em todo o seu esplendor, em harmonia consigo e com os outros? Haverá melhor filosofia de vida? Haverá outro conceito racional de felicidade? 2 – Não deveria o investidor pensar em criar riqueza, não para se servir dela, desbaratando-a, mas para a pôr ao serviço da comunidade, criando empresas que dessem emprego a toda a gente, isto é, com uma função totalmente social? 3 – Até que ponto tem um ser humano a liberdade de usurpar – seja baseado em que leis for, em que artimanhas for! – a riqueza toda só para si, deixando os outros, os seus semelhantes à míngua, sem emprego, passando fome? Não tem de haver limites para a liberdade, toda a liberdade, mormente a financeira? 4 – Quem terá força para impor limites a tal perversa liberdade? Não têm de ser os países – políticos, economistas e financeiros de braço dado – a acabarem com o escândalo, pois é de verdadeiro escândalo que se trata?
Infelizmente, parece que ninguém está disposto a dar o primeiro passo. Nem mesmo as universidades de economia! (Veja-se o pouco interesse que este blog tem despertado nesses fórums onde se ministra o “saber”!)
Há, no entanto, uma luz ao fundo do túnel: o próprio sistema pode entrar em colapso! Basta que um “esperto”, um dos que é vítima do sistema, mas tem a sorte de ter um computador e o know-how para accionar os mecanismos que levem à confusão total, baralhando o sistema, fazendo-o colapsar. Não há dúvida: é nas Bolsas mundiais, Bolsas nascidas para que as empresas produtivas pudessem dispersar o seu capital, capitalizando-se para produzirem mais e criarem mais emprego, mas agora totalmente desvirtualizadas dessa nobre função, que se verificam as maiores perversidades que o sistema financeiro actual permite, a nível global, aos senhores do capital. Até quando?!!!
É a ganância toal, a usura no seu auge: ganância dos investidores, ganância dos corretores. Mas, entre muitas, há quatro perguntas fundamentais que a Humanidade se deveria fazer: 1 – Para quê quer um investidor multiplicar por 10, 20, 1000 o seu capital? Não lhe bastarão uns largos milhares, para viver a vida em todo o seu esplendor, em harmonia consigo e com os outros? Haverá melhor filosofia de vida? Haverá outro conceito racional de felicidade? 2 – Não deveria o investidor pensar em criar riqueza, não para se servir dela, desbaratando-a, mas para a pôr ao serviço da comunidade, criando empresas que dessem emprego a toda a gente, isto é, com uma função totalmente social? 3 – Até que ponto tem um ser humano a liberdade de usurpar – seja baseado em que leis for, em que artimanhas for! – a riqueza toda só para si, deixando os outros, os seus semelhantes à míngua, sem emprego, passando fome? Não tem de haver limites para a liberdade, toda a liberdade, mormente a financeira? 4 – Quem terá força para impor limites a tal perversa liberdade? Não têm de ser os países – políticos, economistas e financeiros de braço dado – a acabarem com o escândalo, pois é de verdadeiro escândalo que se trata?
Infelizmente, parece que ninguém está disposto a dar o primeiro passo. Nem mesmo as universidades de economia! (Veja-se o pouco interesse que este blog tem despertado nesses fórums onde se ministra o “saber”!)
Há, no entanto, uma luz ao fundo do túnel: o próprio sistema pode entrar em colapso! Basta que um “esperto”, um dos que é vítima do sistema, mas tem a sorte de ter um computador e o know-how para accionar os mecanismos que levem à confusão total, baralhando o sistema, fazendo-o colapsar. Não há dúvida: é nas Bolsas mundiais, Bolsas nascidas para que as empresas produtivas pudessem dispersar o seu capital, capitalizando-se para produzirem mais e criarem mais emprego, mas agora totalmente desvirtualizadas dessa nobre função, que se verificam as maiores perversidades que o sistema financeiro actual permite, a nível global, aos senhores do capital. Até quando?!!!
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